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Espetáculo " O Cisne "

A Cia. de Teatro Entre Linhas estreou, em 06 de maio de 2008 em Novo Hamburgo/RS, o espetáculo O Cisne, todo com a técnica de sombras. Esta história é inspirada no conto O Patinho Feio, do dinamarquês Hans Christian Andersen. As primeiras dez apresentações foram destinadas para as escolas públicas e no dia 18 de maio para o Público Geral, no Teatro Paschoal Carlos Magno. Para sua montagem O Cisne teve financiamento do Prêmio MYRIAM MUNIZ / 2007, concedido pela Funarte, com patrocínio da Petrobrás e apoio do Ministério da Cultura.

Conforme a diretora da Entre Linhas e produtora do espetáculo, Alice Ribeiro, a motivação para a realização do projeto se deu pelo tema da história e pela constatação de que há poucos espetáculos infantis que utilizam a técnica do teatro de sombras. O diretor da montagem, Paulo Balardim, que também é fundador da Caixa do Elefante, destaca que a escolha do conto O Patinho Feio foi pela extrema atualidade do mesmo escrito no século 19. Segundo Balardim, o texto trata de questões como a exclusão social, a diferença e a auto-estima de maneira muito poética e sensível. “Nosso objetivo é divertir o público e, acima de tudo, estimular, de maneira sutil, uma reflexão artística e social sobre esse tema através do universo simbólico das sombras”, declara o diretor.

Há no espetáculo uma linguagem que se aproxima do cinema, pois utilizamos um filme manual onde todos os cenários estão interligados na seqüência exata da evolução das cenas; sendo que empregamos também o zoom, plano aberto, plano fechado, escalas e enquadramentos. Nestes cenários, que passam com diferentes velocidades, os personagens atuam contando a história.

Além do filme rodado manualmente, são mais de 100 pequenas silhuetas e 40 planos fechados e abertos que compõem o visual cênico. O CISNE explora a manipulação de silhuetas muito pequenas, algumas chegando a medir 1cm, isso requer um constante exercício, por parte das atrizes, em praticar com as mãos esquerda e direita determinadas tarefas para a manutenção e aprimoramento desta habilidade dentro do espetáculo.

Nesta montagem, num ato quase cirúrgico, as mãos das atrizes executam tarefas de motricidade fina, com movimentos leves, rápidos e precisos. Mas o público vê apenas o resultado dessas ações e em proporções muito maiores. As imagens são ampliadas através de lentes especiais e jogo de espelhos que compõem o cenário.

Alice Ribeiro frisa que as pesquisas para a montagem passaram pela análise de alguns filmes específicos sobre o assunto e outros espetáculos de sombras. “As sombras só fazem sentido se forem experimentadas visualmente pelo espectador. Assim, a improvisação de cenas, a partir de um roteiro, aconteceu repetidas vezes e a cada vez foi se transformando e se aprimorando, pois novos efeitos e possibilidades de materiais para silhuetas, luz e jogos dramáticos foram sendo explorados” para chegar ao resultado que é mostrado ao público, observa Alice.

Balardim explica que a técnica do teatro de sombras trabalha sobre cinco elementos: ator e espectador (entre os quais ocorre um diálogo), fonte luminosa (qualquer corpo que emita luminosidade), suporte físico para projeção da imagem (tela) e silhuetas de sombras (objeto bloqueador da luminosidade, interposto entre a fonte luminosa e o suporte físico para a projeção da imagem). “É considerada uma arte milenar, com fortes raízes no Oriente, onde se destacam o teatro de sombras chinesas, javanesas e turcas. Atualmente, com os avanços tecnológicos, multiplicaram-se as possibilidades de exploração técnica. Hoje, existem casos em que o corpo do ator passa a ser o próprio suporte (tela) para a projeção da imagem”, detalha.


A peça já circulou pelo Vale dos Sinos e cumpriu temporadas em:

- Novo Hamburgo/RS (2008 e 2011).
- Brasília/DF no Espaço Brasil Telecom (2008).
- Porto Alegre/RS, na Sala Álvaro Moreyra de 28/02/2009 à 22/03/2009.

Além de participação nos seguintes projetos e festivais:

- 4° Festival Palco Giratório/SESC – etapa Porto Alegre (2009).
- 13° FENATIB – Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau/SC (2009).
- Circulação Rio Grande no Palco/SESC (2009).
- Circulação SESI Bonecos do Rio Grande (2010).
- ARTE SESC Gravataí/RS (2011).
- Festival Isnard Azevedo de Florianópolis/SC (2011).
- 4° Festival Infantil de Salto/SP (2011).

 

Vídeos

Fotos

O ESPETÁCULO
       
CENÁRIO
       
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  SILHUETAS  
   
       
       
EQUIPE
 
 
APRESENTAÇÕES E PÚBLICO
       
 
PROCESSO DE MONTAGEM
       
   
Construção de Story Board e Protótipos de Figuras

       

 

SINOPSE:

O Cisne é um espetáculo de animação que utiliza o recurso do teatro de sombras. A forma inusitada de trabalhar com as silhuetas é acompanhada de uma sensível trilha sonora, que funciona como fio narrativo para a história, criando o ambiente para esta versão do conto do Patinho Feio, de Hans Christian Andersen.

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO "O CISNE "

Roteiro: Cia. de Teatro Entre Linhas
Texto: Mário Pirata
Direção: Paulo Balardim
Assistente de direção: Carolina Garcia
Elenco: Alice Ribeiro, Rita Spier
Direção e criação musical: Cláudio Veiga
Arranjos musicais: Cláudio Veiga e Mateus Mapa
Instrumentos: Cláudio Veiga (violão e percussão), Mateus Mapa (flautas e contrabaixo) e Luciano Camargo (acordeon)
Vozes: Henrique Gomes, Ana Cláudia Specht, Cláudio Veiga e Mateus Mapa
Narração: Carolina Garcia
Estúdio de gravação: Estúdio Camargo
Técnicos (mixagem e masterização): Luciano e Lisandro Camargo
Criação de cenários e desenhos de silhuetas de sombras: Paulo Balardim
Cenotécnica e construção de silhuetas: Juliano Rossi e Rafael Rossa
Assistentes de cenotécnica: Cia. de Teatro Entre Linhas
Assistente de marcenaria: Daniel Fetter
Consultoria eletro/eletrônica: Marcelo Patines e Cláudio Escouto
Criação e execução de figurinos do elenco: Margarida Rache e Patrícia Preiss
Projeto gráfico: Mário de Ballentti
Divulgação: Luiz Gonzaga
Fotos para divulgação: Ricardo Bianchi
Produção: Alice Ribeiro
Assistente de produção: Mariana Ribeiro

Veja o BLOG do Cisne

Agradecimentos
Fernando Lima, Jorge Henrique Moehlecke, Edith Moehlecke, Ana Carolina M. Ribeiro, João Batista Ribeiro, Alessandro Berger, Aninha Koch, Cristian Metz, Recilda Santos, Silvia Moehlecke, Bárbara Blauth, Suci Koch, Alexandre Fávero, Marcos Vinícius Barrios dos Santos, Adriane Backes, João Henrique Spier e Sirlei Santos Spier.

Este espetáculo foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro MYRIAM MUNIZ / 2007

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